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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

DICAS PRÁTICAS PARA O MINISTÉRIO DE LOUVOR - PARTE IV

  Improvisação 

  Estamos dando prosseguimento a esta série de 7 artigos sobre temas que dizem respeito aos músicos e ministérios de louvor em geral. Neste artigo falaremos sobre Improvisação. 
  A improvisação é a criação musical no momento da execução. Mas isso não significa que seja uma criação sem critério ou forma. O objetivo deste artigo é dar dicas práticas para o uso da improvisação nos ministérios de louvor das igrejas.
 A primeira questão que precisa ser abordada é o objetivo da improvisação no momento da ministração de louvor.     Todos nós músicos precisamos entender o papel da música na casa de Deus como um meio de levar a palavra de Deus e como um meio de levar as pessoas a adorarem a Deus. A música por si só não pode ser o objetivo final, mas a música é um meio de se chegar ao objetivo que é a adoração. Sendo assim, a improvisação musical pode ser utilizada na igreja sim, mas como um artifício criativo e inovador.
  O estilo musical que mais utiliza a improvisação é o Jazz. Aliás, esse estilo é caracterizado pela improvisação. Podemos utilizar a improvisação jazzística na igreja. Para isso gostaria de compartilhar três dicas essenciais.  
Dica 1 - Estude as escalas maiores, menores e pentatônicas.
  Parece incrível, mas tem músicos que querem improvisar não sabendo nem as escalas maiores em todos os tons. É primordial saber as escalas maiores, menores e pentatônicas para improvisar.
  Existem vários métodos de vários instrumentos que tem técnicas específicas para fazer essas escalas. Normalmente o processo criativo deve ser exteriorizado através de alguma forma que já foi amplamente publicada em diversos materiais. Hoje em dia é mais fácil ter acesso a esses materiais através da internet além de existir uma infinidade de vídeo aulas disponíveis também na internet.
Dica 2 - Improvise tendo noção de fraseologia musical.
  Fraseologia musical é a maneira como o discurso musical e suas articulações são construídos. Na improvisação podemos associar a fraseologia às diversas frases com motivos musicais. Por exemplo, você já viu músicos que na improvisação se empolgam e tocam sem parar e cada vez mais rápido de maneira atropelada? É importante notar que o improviso são conjuntos de frases feitas instantaneamente. Essas frases têm um sentido, um motivo musical, e se sucedem entre pausas ocasionais.
  Nós músicos precisamos entender que pausa também é música. Os compositores eruditos utilizam a pausa para causar uma novidade na música. O ouvido humano se acostuma com o som repetitivo, por isso quando acontece uma pausa, este evento é uma novidade e chama a atenção do ouvinte. Além de notar a importância da pausa, a repetição constante de uma frase musical é muito utilizada no improviso.
Dica 3 - Utilize a transcrição e a citação.
  Essas duas técnicas são muito utilizadas na improvisação. A transcrição é o processo de escrever um improviso ou uma idéia já tocada antes. Essa maneira de improvisar é muito utilizada no Jazz. Existem diversos vídeos na internet ensinando a tocar exatamente igual a grandes nomes do Jazz como Bill Evans, Charlie Parker, Miles Davis, etc.
  É importante perceber que a transcrição é um processo inicial para começar a improvisar. O objetivo principal é começar tocando no estilo de outro musico já consagrado no improviso e a partir daí colocar sua identidade musical através de notas diferentes, ou ritmo diferente, por exemplo.
  A citação musical é quando um músico no meio do improviso toca trecho de outra música. Esta técnica também é muito usada no improviso jazzístico.
  A grande questão quando se fala de improviso musical é o bom senso. Todo improviso precisa ser uma história de inicio meio e fim.
  Para improvisar é precisão abrir mão da inibição, estudar bastante, treinar muito no seu instrumento e finalmente começar a praticar.
  O improviso musical pode ser utilizado em vários momentos na ministração de louvor na igreja, no início, meio ou fim da música, entre duas músicas ou até mesmo durante uma ministração espontânea. Então, mãos a obra !!!

Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.” 

Vi primeiro no Blog: jovensmnt.blogspot.com
Fonte: Supergospel

terça-feira, 17 de agosto de 2010

AS 3 "TIAS" E OUTRAS ABOBRINHAS DA MÚSICA GOSPEL

    Sinceramente, algumas músicas tocadas por emissoras e programações gospels e cantadas pelo povão são de uma falta de sensatez gritante. Pura abobrinha (perdão ao fruto cucurbitáceo pela rude conotação) que atenta contra a inteligência dos ouvintes.
    A "criatividade" é tão grande que não dá pra simplesmente ignorar. O pior de tudo é que, de fato, são peças contagiantes quer pela melodia simplista e de motivos repetitivos, quer pelo ritmo (talvez principalmente por isso) ficam "grudadas" na mente. 
    Dia desses, no caminho de volta pra casa, liguei o rádio e fui passando as estações até que numa certa FM tocaram essa "pérola" chamada de "música de fogo". Se preferir, espie o forrobodó "edificante" abaixo:

As três tias
Você já conhece o pai, mas tem três tias que tu deves conhecer:
"Tia Keta", "Tia Legra" e "Tia Nima" que a vitória já chegou para você!

A primeira é "Tia Keta" que se algupem contra ti se levantar
Olha, querendo te tirar da comunhão, querendo fazer você fracassar, oi
Eu apresento Tia Keta, só assim é que Deus pode trabalhar
Te aquieta que o Senhor está presente e já entrou com providência no teu lar

A segunda é "Tia Legra" porque aqui não tem lugar para tristeza
E o Deus da alegria está presente aqui no meio desta igreja
Olha eu te digo te alegra que o "Anjo da Vitória" já chegou
Abre a boca e dê um "glória" e receba uma benção do Senhor

A terceira é "Tia Nima" porque o meu Deus é poderoso e não falha
Olha, te anima e vai em frente que a vitória está depois desta muralha
Se o inimigo está na frente, te aquieta, te alegra e te anima
O Senhor está na guerra, ou ele sai ou você vai passar por cima.
Rêberêberêberêde ruoba ruo
Música: Emanuel de Albertin
Álbum: Ensaio (2009)

   Devo admitir que o refrão grudou na hora e não deu pra conter o riso durante o trajeto. Cheguei em casa solfejando para espanto geral.
    Mas isso não é coisa nova. Quem nunca cantarolou "O Mar da Galiléia"? A música foi lançada pelo Coral e Orquestra Renascer, no final dos anos 80 e virou hit sendo até gravada por outros cantores e grupos. Ressurgiu neste ano nas rádios do Sudeste, cantada pelo Grupo Kaimon.
   Se a gente prestar atenção, o texto dessa música não faz o menor sentido sob nenhuma pespectiva.
O Mar da Galiléia
Quando eu atravessar o Mar da Galiléia 
Um hino de vitória eu irei cantar 
Então eu dobrarei os meus joelhos 
Com lágrimas nos olhos lhe direi:
-Muito obrigado pelo seu amor

Nasce uma esperança dentro do meu coração 
Como o som de muitas águas 
Ouço a voz do meu amado Senhor.
Composição: Antonio de Souza - Arranjos: Zênio de Alencar
Álbum: Desperta e Vive - Coral e Orquestra Renascer Vol 2

   Pode ser uma canção inofensiva mas é fácil encontrarmos perigo nesse meio pois  há músicas que divulgam verdadeiras heresias e modismos e que nós cantamos simplesmente por cantar, sem prestar a devida atenção ao que dizemos.
    Já ouviu aquele "corinho" que diz: 
"Deus vai te tomar no prá, prá, prá, prá
E Deus vai te tomar no prá, prá, prá, prá"?
   Seria uma maneira (nada agradável por sinal) de se referir ao movimento pentecostal? Então, prá quê isso? O que se infere dessa afirmação: "O Deus que eu sirvo é alvo como a neve!"? Este assunto continua com a apresentação de algumas músicas contaminadas, em diversos graus, por heresias e modismos. Até mais!
“Examinai tudo. Retende o bem.” (1 Tess 5:21)
“Pois Deus é o Rei de toda a terra; cantai louvores com inteligência.” (Sl 47.7)
Silvio Araujo
 
Retirei do Blog: silvio-araujo.blogspot.com