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domingo, 14 de agosto de 2011

COMO FLECHAS NA MÃO DO VALENTE...

"Como flechas na mão dum homem valente, assim os filhos da mocidade." Salmo 127:4
    Parece que o dia das mães é bem mais lembrado e festejado que o dia dos pais, mas é um dever honrá-los e de igual modo celebrar a amizade e comunhã não só nessas datas especiais mas durante toda a existência.
    O mandamento bíblico é "honra a teu pai e a tua mãe..." Ex. 20.12/Dt 5.16, citado até por Jesus em Mt 15.4/Mc 7.10 e lembrado pelo Apóstolo Paulo em Ef 6.2, destacando a promessa advinda pelo cumprimento desse dever. O sábio conselho de Salomão, inspirado por Deus, é "Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer." Pv 23.22
    O pai, especialmente na tradição do Antigo Testamento, era detentor da benção, tal o simbolismo e reverência que havia na figura do patriarca. Eles abençoavam seus filhos com o desejo de prosperidade moral, espiritual e social, e os dotava de bens conforme suas posses (Gn 27.7, 27-28..., 28.1, 48.15,20 e 49). Os primogênitos eram mais recompensados.
    Era também o pai quem repassava as experiências com Deus e mais tarde os ensinamentos da Lei a seus filhos. Veja o que disse o rei Davi, já velho e cansado, a seu filho e futuro rei Salomão: "E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com coração perfeito e espírito voluntário; porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra todos os desígnios e pensamentos. Se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre." I Cronicas 29.29
    Este versículo é um desafio para os pais! É preciso ser valente - poderoso ou forte como diz uma certa versão bíblica - para retesar o arco e é preciso ter habilidade, conhecimento do alvo, das possibilidade de erro, da direção e força do vento e também boa visão para que a flecha atinja o alvo, mas com a ajuda de Deus e pela Sua Palavra poderemos encaminhar nossos filhos rumo ao alvo.
    Que o Senhor abençoe meu pai e abençoe a todos os pais neste dia! 

Sílvio de Araújo

AMOR DE PAI
O amor de pai é indiscutível:
mão calejada, camisa suada,
pressa, canseira,
doação,
o pai é avalista
dos erros na contramão.

O amor de pai é visível:
joelhos dobrados,
prece escondida,
braços abertos,
olhar de ternura,
perdão.

Pai é alguém muito especial:
produtor,
diretor,
ator, figurante
do filme, ao vivo, em cores,
com o roteiro da vida escrito
nas linhas de sua mão. 
Ivone Boechat
Li em http://poesiaevanglica.blogspot.com

4 comentários:

Ivone Boechat Oliveira disse...

MEU PAI

Gosto de rever
a imagem forte do meu pai,
tremendo o assoalho
ao caminhar.
É doce me lembrar
como se temia
quando ele perdia
a abotoadura,
o guarda-chuva,
a chave de fenda!
Hoje é lenda
a figura enigmática,
a disciplina dura,
a rotina sistemática.
O pai não morre,
ele corre na frente
pra levantar o segredo do véu
e guardar pra gente
o lugar mais estrelado do céu.

Ivone Boechat

Kátia Rodrigues disse...

Linda poesia Ivone!! Grata por rechear este espaço com suas doces palavras!!!

Consultora em Educação disse...

Perdoe seu filho

Quem amou o pai como devia,
ou quem, em vida, reconheceu
no grande camarada
a importância que ele tinha,
durante o longo trecho da via
na jornada?
Quem abraçou o pai, como podia,
ou quem demonstrou a ele
o grande amor que merecia,
quando o amparava
com a própria mão,
no dia-a-dia?
Seja então o pai quase perfeito,
perdoe seus filhos pelos erros
de omissão!

Ivone Boechat

Kátia Rodrigues disse...

Grata Ivone por embelezar este post com mais esta poesia!