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sábado, 18 de setembro de 2010

DICAS PRÁTICAS PARA MINISTÉRIO DE LOUVOR - PARTE V

  Criando ambientes musicais

  É realmente um prazer dar continuidade a esta série de 7 artigos. 
   O objetivo principal desta série é compartilhar dicas objetivas e funcionais para a melhoria da prática musical dos ministérios de louvor das igrejas. 
   Neste quinto artigo vamos falar um pouco sobre o papel dos ambientes musicais na liturgia da igreja e como fazer essas ligações entre diversos momentos no culto através da música. 
   A criação de ambientes musicais é uma nova vertente no século XXI. 
   Existem empresas de jingles e trilhas que são especializadas em criar canais de rádio sob medida para as empresas, segundo conceito de marketing e identidade musical. 
  Esse pensamento de envolver a pessoa com música ambiente é cada vez mais recorrente no mundo empresarial. 
  Na igreja todos os momentos do culto deveriam ser amparados musicalmente de acordo com o seu contexto. 
  Você já participou de algum culto onde o pastor estava ministrando algo para a igreja, mas a música tocada no momento não tinha nada a ver com o contexto? 
  Nós precisamos entender que a música tem um papel importantíssimo na liturgia cristã não só como arte, mas como adoração a Deus e como um meio de criar ambientes propícios para a manifestação da Glória de Deus. 
  Gostaria de dar três dicas para a criação de ambientes musicais na igreja e o desenvolvimento dos mesmos. 
Dica 1 – Pense no culto como um momento musical único e não uma divisão em vários momentos. (Uniformidade) 
  A uniformidade do culto é um pensamento que passa longe do músico na casa de Deus. 
  Isto porque quando o músico toca na igreja, ele se preocupa somente com a sua parte, e quando passa o momento do louvor e adoração ele não se preocupa com o que vêm depois. Isto não deveria acontecer. 
  A música deve ser um pano de fundo em todo o culto interagindo com aquilo que está sendo ministrado. 
  Uma ótima prática que tem se tornado comum nas igrejas é a de ter sempre um tecladista tocando durante todo o culto. 
  É lógico que este tecladista precisa de técnica, dinâmica e sensibilidade para saber como tocar em cada momento. 
  Precisamos pensar na música como agente ativo em todo o culto e não somente no louvor e adoração. 
Dica 2 – Evite deixar buracos musicais entre músicas ou entre momentos litúrgicos do culto 
  Uma dos acontecimentos mais comuns nos ministérios de louvor que estão começando é este: Entre uma música e outra fica um silêncio, um músico olhando para o outro perguntando quem começa a música, enquanto o povo da igreja fica esperando. 
  Isto é algo que não deveria acontecer, pois essas quebras musicais de maneira brusca desviam a atenção da igreja. 
  O repertório pode ser combinado antes, ou mesmo se for decidido na hora, é preciso ter um músico de instrumento harmônico (violão/teclado) que faça essa transição entre as músicas e não deixe esse espaço vazio sem música. 
  Essa dica vale também para a passagem entre outros momentos do culto. Por exemplo, no final da pregação quando é feito o apelo, ou alguma outra ministração, deve haver uma base musical preparando esses momentos. 
Dica 3 - A criação de ambientes musicais na igreja precisa ser guiada pelo Espírito Santo 
  O Espírito Santo precisa ser a referência do músico na casa de Deus. Durante alguns anos toquei teclado com a pastora Ludmila Ferber e com ela aprendi muito sobre essas ministrações espontâneas guiadas pelo Espírito Santo. 
  O músico precisa ter sensibilidade musical para tocar o que é devido na hora certa e da maneira certa. 
  Se você não sabe nem por onde começar, veja alguns exemplos de sequência harmônica que podem ser utilizadas como base para uma ministração espontânea.
Ex.1: Am7 F7M C9 G
Ex.2: Dm7 C/E F G
Ex.3: C Fm6
Ex.4: Am D/F# Fm6 C

  Lembre-se que não é necessário colocar muitas tensões e entortar a harmonia nesse momento, pois o objetivo principal da música nessa hora é ser a base para todos os acontecimentos no culto incluindo o momento de louvor e adoração, dízimos e ofertas, anúncios, oração pelos pedidos, etc.
Sl. 33:3 “Cantai-lhe um cântico novo, tocai com arte e júbilo.” 

Vi primeiro no Blog: jovensmnt.blogspot.com
Fonte: Supergospel

terça-feira, 7 de setembro de 2010

DEUS, SALVE A MINHA PÁTRIA!


   Estamos na chamada Semana da Pátria e eu me lembrei de algumas composições que expressam o desejo de ver nossa Nação aos pés de Cristo .
   Aqui não existe a tradição de se hastear a bandeira nos cultos e em todas as reuniões sociais como acontece nos EUA, mas eu acredito que a Igreja é a mais patriota das instuições. Não dá trabalho à sociedade e é quem mais ajuda ao progresso do país. Os crentes oram diariamente pela Pátria e pelos governantes. A igreja ensina seus membros a se absterem das práticas corruptas, da sonegação, dos vícios e da bandidagem que chega a estar entranhada na cultura deste povo. A igreja ajuda nos projetos sociais, na educação, na recuperação de vidas, enfim, a igreja se destaca como verdadeiro sal da terra e luz do mundo.
    Nos anos da ditadura militar, as canções cívicas ocupavam lugar de destaque nos jingles comerciais, nas escolas e eram relacionadas à grandiosidade deste país que ninguém pode segurar, como dizia Gilberto Gil já em 1975 ou do país que vai pra frente. Basta lembrar da Copa de 70 - "noventa milhões em ação, pra frente Brasil...". A vitória da seleção canarinha foi bem aproveitada como marketing político. E quem tem mais de 30 anos e nunca cantou " Eu te amo meu Brasil, eu te amo. Meu coração é verde, amarelo, branco e azul anil..."?
    Política à parte, a Igreja SEMPRE cantou o desejo de ver o Brasil realmente grande, antes, durante e depois da ditadura. Citarei alguns exemplos:
    Minha Pátria para Cristo, letra do missionário batista William Edwin Entzminger, o pioneiro do Cantor Cristão, sobre música de Emiline Willis Lindsey. Esse hino está no hinário Cantor Cristão sob nº 439.
    Entzminger usa inteligentemente um refrão do Hino da Independência do Brasil, composto por Evaristo da Veiga e por D. Pedro II cerca de 75 anos antes, e enfaticamente declara: "Ou ficar a Pátria salva, ou morrer pelo Brasil".
    Esta bela música foi gravada por Heitor Rodrigues em seu único LP (de muito sucesso, diga-se de passagem) em 1971 e também por Josué Barbosa Lira, o cantor evangélico que mais gravou na história, no LP "Em teus braços".
"Minha Pátria para Cristo!
Eis a minha petição.
Minha Pátria tão querida,
Eu te dei meu coração.

Lar prezado, lar formoso,
É por ti o meu amor.
Que o meu Deus de excelsa graça
Te dispense seu favor!

Salve Deus a minha Pátria,
Minha Pátria varonil!
Salve Deus a minha terra,
Salve a terra do Brasil!

Quero, pois, com alegria,
Ver ver meu povo tão gentil,
Aceitando o Evangelho
Nesta terra do Brasil.

"Brava gente brasileira,
Longe vá temor servil."
Ou ficar a Pátria salva,
Ou morrer pelo Brasil."
   Na década de 1960, com o avivamento que incendiou este País, um grande movimento de evangelização foi empreendido por várias igrejas. Campanhas de evangelização nacional foram implementadas por batistas das convenções nacional e brasileira. Desde a década de 50, os pentecostais, como os da Assembléia de Deus, empenhavam-se em ganhar o Brasil para Jesus. Surgiu a Cruzada Nacional de Evangelização e daí, em 1956, uma nova denominação com esse cunho: A Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo.
    Nesse íterim o Conjunto Betânia e logo depois o cantor Luiz de Carvalho lançam "Desperta Brasil", que se tornou canção oficial da denominação e abria os programas "A voz do Brasil para Cristo", dirigido pelo missionário Manoel de Mello.
"Desperta Brasil, Brasil
Está na hora de orar
Que Jesus vai libertar
Todo aquele que nele crer

Se voce o aceitar e em
Deus confiar muitas bençãos
Vai receber

Desperta Brasil
Está na hora do evangelho anunciar
Desperta Brasil
O evangelho de Jesus
Está no ar

Desperta Brasil
Ouve a voz do Salvador
Ele a todos diz
Vinde a mim o pecador"
   No início dos anos de 1970, em plena época da ditadura militar, Feliciano Amaral grava em seu LP "Dá-me a  tua mão, Pai" a bela canção "Meu Brasil", que expressa com lirismo o desejo de ver o Brasil uma benção nas mãos de Jesus. 
    Com a revisão da Harpa Cristã nos anos 1990, esta belíssima música passou a compor o hinário da maior denominação brasileira sob nº 633. A letra, atribuída a A. Mingão, foi ligeiramente modificada. Eu já conhecia uma outra versão, cantada pelos irmãos da pequenina congregação onde crescí lá pelos anos 1980, mas publicarei a gravada por FA.
"Meu Brasil, nação gigante e mui sublime,
Creio ver-te muito breve bem maior,
Combatendo a iniqüidade, o vício, o crime,
Redimido aos pés de Cristo, o Salvador.

Meu Brasil! Meu Brasil!
Abre o largo seio e deixa a luz raiar!
Meu Brasil! Meu Brasil!
O Evangelho de Jesus te quer salvar!

Debelar a escuridão minh’alma anseia
Nesta terra onde o Cruzeiro prega a paz.
Espalhemos livros, livros à mão-cheia
E a vitória, meu Brasil, alcançarás.

Não te peço, meu Senhor, poder, riquezas,
Nem as glórias que oferece o mundo vil
Dá que eu possa ver fulgindo de beleza,
Na coroa de Jesus, o meu Brasil".
   Em 1990 Denise Cardoso lança "Experiência", seu 16º trabalho e o retorno à música um ano após o grave acidente que a deixou 10 meses de cama, e lá na faixa 7 está "Deus salve minha Pátria" .
   A música evangélica estava num novo tempo e as canções eram mais diretas e começavam a mostar mais consciência político-social. Fruto do que acontecia no mundo inteiro, Glasnost, Perestroika, queda do Muro de Berlim, final da guerra fria, final do mandado de Sarney... Nem porisso o desejo de ver o Brasil salvo por Cristo deixou de ser desejado.
"Deus, salve minha pátria!
Dá-me um novo país!
Eu quero mais paz
Eu quero amor
Quero ver o povo
Feliz

Quero ver criança brincando
Percorrendo os campos em flor...
Quero colher os frutos
Dessa terra feita de amor

Deus, olha para os famintos
Dá-lhes a água e o pão
E aos pobres favelados
Conceda nobre habitação

Quero ver a luz do Senhor
Dissipando a escuridão
Que resplandeça forte
Iluminando os corações."
   Em 1996 é a vez de João Alexandre, ícone de toda uma geração, compor e lançar no "Voz e Violão" a sua linda e instigante "Pra cima Brasil". Como eu disse antes, a referência aos fatos sociais era uma preocupação em algumas composições e após impeachment, URV, Plano Real, quebradeira geral de bancos, PROER e outras incertezas do instável momento político e econômico levavam muitos de nós a perguntar "como será o futuro de nosso país?". Era uma época de tamanha incerteza.
    Os Arautos do Rei gravaram essa música com arranjo de Jáder Santos no CD "A Capela". Confira a letra:
"Como será o futuro do nosso país?
Surge a pergunta no olhar e na alma do povo
Cada vez mais cresce a fome nas ruas, nos morros
Cada vez menos dinheiro pra sobreviver

Onde andará a justiça outrora perdida?
Some a resposta na voz e na vez de quem manda
Homens com tanto poder e nenhum coração
Gente que compra e que vende a moral da nação

Brasil olha pra cima
Existe uma chance de ser novamente feliz
Brasil há uma esperança!
Volta teus olhos pra Deus, justo juiz!"
Em 2001 a Bompastor lança o CD "Final Feliz" do grande compositor Armando Filho, com faixa "Só Deus segura este país", uma clara referência à música de Gilberto Gil, tão usada no governo Costa e Silva e recetemente utilizada por Lula com alguma polêmica. A crítica social é forte nesta canção e em meio ao caos e deseperança nas instituições, os questionamentos têm uma resposta clara: Deus tem o controle sobre tudo e todos e só Ele pode segurar esse país.
"Dos homens não vem solução
Prá restaurar esta nação
Os salvadores vão surgir
Promessas não vão se cumprir
Ninguém segura este país
É o que se ouve é o que se diz
Mas lá no céu no trono está
Um Deus poderoso, seu Nome é Jeová
Só Ele pode este quadro mudar.

Só Deus segura este país
Em meio a crise e a aflição
Em meio a tanto desamor
O amor de Deus é a solução
É hora de interceder
E confiar somente em Deus Jeová
Só Ele tem todo o poder
E pode então tudo mudar. (Bis)

Muitos têm pouco prá viver
Poucos tem muito prá valer
Este sistema é opressor
Tem seu cruel dominador
O misticismo em ação
Na tela da informação
A Violência está a crescer
Ao ponto de nos deixar sem saber
O que será desta grande nação."
   Hoje não lembro de canções que levem à reflexão sobre nosso país, sobre nossa função maior que é a evangelização ou sobre nossas responsabilidades sociais mesmo diante da perigosa conjuntura política e da iminência de leis infames que nos tolhem a liberdade e estatualizam o pecado e a imoralidade. 
   Parece que feneceu o afã de ver o Brasil aos pés de Cristo e o desafio de Entzminger ensurdeceu ante a desilusão da onda gospel que traz o mundo para dentro da igreja e torna insípido o exemplo dos que deveriam ser fiéis.
   Onde está a voz dos "levitas"? Deve estar afônica, lambuzada por guloseimas com sabor de mel ou rouca de tanto gritar só pra chamar a atenção para si dependurados em figueiras bravas.
  Oremos irmãos: Deus, salve minha Pátria! 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

ESTÁ TUDO BEM? E QUANDO NÃO ESTÁ?

   Como encaramos a vida? Sempre tem de estar tudo bem? Penso que a maioria de nós pretende que seja assim, mas como vemos, nem sempre tudo está “a mil maravilhas”, segundo nossa percepção. Já foi escrito que “nem tudo são flores”, tentando traduzir essa realidade. Como nos comportamos quando as coisas não vão bem? Parece ser mais fácil falar sobre o nosso comportamento quando tudo vai bem. Será? Como você responderia isso? Parece que quando as coisas vão bem, fazemos as coisas de qualquer jeito. Será?
   Existem pessoas que “tocam” a sua vida num determinado ritmo, e quando as coisas ficam melhores, eles continuam nesse ritmo, focando no que realmente importa. Outros quando as coisas ficam melhores, passam a ser extravagantes, exagerando nos gastos, o que muitas vezes faz com que voltem à situação anterior, e daí reclamamos. E quando as coisas pioram! Como fazer? Geralmente as pessoas entram em pânico, se desesperam. Não estamos preparados para encarar as dificuldades, as situações adversas.
   O Apóstolo Paulo escreveu o seguinte: “... aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” Filipenses 4.11b-13. Note que Paulo fala em necessidade, e que eu citei dificuldade. Vamos às definições dessas palavras:
Dificuldade: aquilo que é difícil, situação difícil, apuro, aperto, obstáculo, impedimento, estorvo. Situação difícil precisa ser enfrentada.
Necessidade: é a sensação da falta de alguma coisa indispensável, útil ou cômoda ao homem.
   Penso que na maioria das vezes nós passamos por dificuldades e não por necessidades. Enfrentamos situações difíceis sem termos tido falta do que é primordial para nós (comer, beber, morar, vestir, como diz Timóteo: “pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.” 1 Timóteo 5.7-8). Paulo passou por necessidades (falta de). Veja essas frases:

“No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.” Albert Einstein

“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.” Winston Churchill

“Não cruze os braços diante de uma dificuldade, pois o maior homem do mundo morreu de braços abertos!” Bob Marley

   Focamos no TER, o que muitas vezes nos traz certas preocupações. Sempre queremos TER mais.
   Voltando ao Apóstolo Paulo, precisamos APRENDER a viver contentes em toda e qualquer situação. Precisamos focar no que é realmente importante, e não ficarmos sofrendo com aquilo que está nos trazendo alguma situação difícil. Tem um hino cristão que diz assim: “Conta as bênçãos...”. Se olharmos ao nosso redor, iremos ver várias situações nas quais nós temos sido abençoados. Quantas vezes, ao olhar um pouquinho para o lado, você descobriu que não tem problemas? Existem situações muito mais graves
   Está faltando alguma coisa? Paulo diz para aprendermos a viver sem ela. Podemos perguntar: o que está faltando é realmente essencial? Faz realmente diferença? Existem casos em que o que falta é realmente essencial, mas muitas vezes não faz diferença para a nossa vida, e mesmo assim sofremos por causa dessa “falta”.
   Tenho dito que é muito importante termos um bom (o ideal seria dizer excelente) relacionamento com Deus quando tudo vai bem, para que possamos acessá-lo da mesma maneira quando as coisas não estiverem tão bem. Talvez a nossa dificuldade de aprendizado comece aqui: quando as coisas vão bem, nós achamos que não precisamos nos relacionar com Deus, pois tudo já está muito bem, não é mesmo! Porém os relacionamentos precisam ser contínuos. Relacione-se bem e vença as dificuldades. Boa semana.
                                                          Richard José Vasques
Fonte: www.prazerdapalavra.com.br

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

REGRAS E METAS TÊM DE VALER PARA TODOS!!

   Uma pessoa na posição de chefia que não tenha a sensibilidade de participar do processo inteiro, enfraquece o moral da equipe e serve de desculpa para os fracassos. 
    A centralização do poder é incompatível com uma equipe de alta performance. Alguém que centraliza o poder não inspira os profissionais campeões. Muitas vezes, um diretor comenta comigo: - “Mas eu sou o diretor, tenho de manter o respeito”. Isso é um lixo para a organização. Diretores têm de servir mais do que os outros porque sua maior função é ajudar os demais a crescer.
    Há uma história sobre Alexandre, o Grande, de que gosto muito e tem tudo a ver com a consciência de quem é líder e conhece o valor da cooperação. 
     "Alexandre conduzia seu exército de volta para casa depois da grande vitória contra Porus, na Índia.
    A região que cruzavam naquele momento era árida e deserta,e os soldados sofriam terrivelmente com o calor, a fome e, mais que tudo, a sede. Os lábios rachavam e as gargantas ardiam devido à falta de água. Muitos estavam prestes a se deixar cair no chão e desistir.

    Por volta do meio-dia, o exército encontrou um destacamento de viajantes gregos. Vinham montados em mulas e carregavam alguns recipientes com água. Um deles, vendo o rei quase sufocar de sede, encheu um elmo com água e o ofereceu a ele.
   Alexandre pegou o elmo nas mãos e olhou em torno de si. Viu os rostos sofridos dos soldados, que ansiavam, tanto quanto ele, por algo refrescante.
- “Obrigado, mas pode ficar com a água”, disse ele,“pois não tem sentido matar minha sede sozinho,
e você não tem o suficiente para todos.”
    Devolveu a água sem tomar uma gota. Os soldados, aclamando seu rei, puseram-se de pé e pediram que o líder continuasse a conduzi-los adiante."
    Quando estou trabalhando para uma empresa em que algumas pessoas centralizam todo o poder e inibem a iniciativa dos outros, geralmente chamo o presidente, apresento a situação e mostro que, se a regra não valer para todos, o trabalho não vai funcionar.
   Não é gostoso trabalhar de faz-de-conta com adultos. Melhor parar no início.Se todos se sentem responsáveis pela meta, pela estratégia e pelo sucesso, têm de estar comprometidos com todo o processo.
   Todos precisam participar de cada atividade. Na família, se o pai vai para a cozinha ajudar a fazer o almoço, quando pedir ao filho que ajude a pôr a mesa, o menino saberá que isso não é um castigo, é simplesmente o trabalho de um time de alta performance. Até a criança de cinco ou seis anos precisa estar envolvidano projeto da família, seja para uma viagem, seja para comprar uma casa nova.
   Essa sensação de participar de um projeto é que gera na criança a noção de sua importância e de sua capacidade de realizar uma meta. Experimente pedir a seu filho pequeno para ajudar a levar as compras do supermercado para dentro de casa. Você vai perceber seu orgulho de colaborar com os pais.
    Esse é o melhor início para a construçãode uma sólida auto-estima. Numa empresa que se propõe a implantar um projeto de qualidade total, todos os participantes precisam considerar cada etapa do processo como algo que depende de seu comprometimento para o sucesso final. Isso é ótimo, mas tem um preço: conquistar cada pessoa do grupo, convidando-a para a elaboração e a realização do projeto.
   Assim, todos se sentem responsáveis não só pela própria atuação, mas também pela participação do companheiro. No Japão, algumas empresas têm um costume muito interessante. Quando um trabalhador é homenageado, pede para sua equipe se levantar e a convida a receber o troféu ou a medalha junto com ele. Assim, está demonstrando ter consciência de que, se não fosse sua equipe, não estaria sendo festejado. Por outro lado, a equipe também assume a responsabilidade por eventuais falhas de algum elemento do grupo. 
   Se o departamento de vendas chama o chefe às falasapós um trimestre ruim, todos se levantam, e isso significa:
-“Sabemos que, se tivéssemos feito nosso trabalho de maneira mais produtiva, nosso companheiro não estaria recebendo essa crítica”.
   São atitudes como essa que reforçam a integração do grupo. Tenha certeza de uma coisa: quando as pessoas estão integradas e conscientes de que a responsabilidade é de todos, a empresa se desenvolve e superam os próprios limites.
Roberto Shinyashiki