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segunda-feira, 27 de julho de 2009

O CASO DA PSICÓLOGA ROZÂNGELA JUSTINO

   O texto a seguir está publicado no Blog do Pr Luiz Eduardo, o Fatos em Foco, e eu acredito que seja um assunto de grande seriedade e do maior interesse pela liberdade de expressão e de atuação em favor de quem busca ajuda para esse conflito de personalidade, especialmente nestes dias o governo parece querer institucionalizar práticas totalmente imorais.
A psicóloga Rozângela Justino (foto) está protagonizando uma épica batalha em prol do livre pensar e do próprio fundamento da ciência psicológica - o estudo e análise da psiquê humana e os meios possíveis para o auxílio. Acusada de "tratar" homossexuais, Rozangela está para ser julgada pelo Conselho Federal de Psicologia pelas "acusações" que vem sofrendo, podendo perder o direito de exercer a profissão, que exerce desde 1981
. Hoje (26), está para sair no Fantástico uma matéria sobre o assunto, e a psicóloga teme, pela forma como foi tratada pela reportagem da Folha de São Paulo, conforme ela mesma descreve em seu blog (http://rozangelajustino.blogspot.com), e, ao que tudo indica, pela própria reportagem da Globo. Rozangela alerta em seu blog que, se for desrespeitada pelo jornalismo da Globo, irá procurar os meios legais. Em carta aberta, a psicóloga convoca aqueles que prezam pelo direito inelutável à liberdade de consciência e expressão, a que se solidarizem consigo, divulgado seu caso e manifestando apoio a sua causa, que perpassa quaisquer interesses politicóides de quaisquer grupos ou entidades com motivos escusos - o que acontece com os movimentos políticos que querem ver o fim de sua carreira, conforme ela mesma alerta. A seguir, a carta de Rozangela:
   "Provavelmente, o dia 31 de julho será um dia comum para algumas pessoas, mas, se a data do meu julgamento junto ao CFP- Conselho Federal de Psicologia - for mantida, será um marco na história do MOVIMENTO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA, composto por profissionais, instituições e conselheiros que valorizam o ser humano, da concepção até a morte natural, e a família, segundo os princípios cristãos.
    Cabe ao CFP dizer se continuarei a exercer minha profissão sem censura pública! Ou seja, se poderei fazer o que já faço antes mesmo da graduação em Psicologia, em 1981: apoiar pessoas em estado de sofrimento psíquico, vítimas da violência estrutural/social/doméstica, e que desenvolveram transtornos afetivos, comportamentais e sexuais, incluindo as que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade. A estas, venho apoiando há 20 anos.
    Então, é o CFP que decidirá se tenho ou não liberdade de pensamento, liberdade de expressão e liberdade científica; direitos que, segundo nossa Carta Magna ( Art 5º da CF/88), já estão garantidos?
    Não seria incoerente o CFP me censurar ou me impedir de trabalhar, mesmo eu sendo:
1) Graduada em Psicologia desde 1981;
2) Ser especialista na área clínica e escolar/educacional (reconhecida pelo próprio Conselho Regional - RJ);
3) Pós- graduada em Psicodrama - quando não havia censura científica por apoiar pessoas que desejam deixar a atração pelo mesmo sexo, tanto que meu trabalho de conclusão deste curso foi “Homossexualidade X Heterossexualidade – uma possibilidade de resgate da heterossexualidade”, pelo Centro de Psicodrama do Rio de Janeiro. Além disso, apresentei trabalhos sobre o tema tanto em Congressos de Psicodrama organizados pela FEBRAP-Federação Brasileira de Psicodrama, quanto na DELPHOS, Associação de Psicodrama a qual eu era afiliada;
4) Ter treinamento em EMDR (conhecido como a terapia do estresse pós traumático), pelo EMDR, Institute Inc.;
5) E ainda cursado a especialização em atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica, na PUC-RJ?
    A realidade mostra que o próprio Conselho Federal de Psicologia e Regionais vêm extrapolado as suas funções alicerçando-se em estruturas sem consistência teórica, e sem respaldo jurídico, quando baixam uma norma inconstitucional e ditam o que o profissional deve ou não considerar científico.
    Após a Resolução 01/99, ficou evidente também que este Conselho Profissional optou por trabalhar contra a ciência, em detrimento dos teóricos e escolas consagradas na Psicologia, adotando um novo referencial teórico, sem dizer o nome desta sua “nova escola”. O Conselho vem impondo aos seus profissionais a sua teoria e pedagogia, como estratégia política. Hoje sabemos que o Conselho Federal de Psicologia e Regionais, estão, infelizmente, alicerçados na teoria e prática pedagógica da desconstrução social, também denominada “queer” (Faça uma busca sobre esta 'teoria' no Google e também leia no blog: http//rozangelajustino.blogspot.com – “O que está por trás do movimento homossexual”, em 2007).
    O professor ateu, que trabalha nos EUA, Alan Sokal, juntamente com o professor Belga, Jean Bricmont, escreveram o livro: “Imposturas Intelectuais – o abuso da ciência pelos filósofos pós-modernos”, RJ: Record, 2006, para “atacar o cada vez mais comum abuso da terminologia científica e a irresponsável extrapolação de idéias das ciências naturais para as ciências sociais. Mais amplamente ... denunciar o relativismo pós-moderno, que sustenta a tese de que a verdade objetiva não passa de uma convenção social” (contra capa) e denunciam ainda que tais intelectuais “'atacam a racionalidade' como estratégia política para exercerem um poder político ou econômico para 'encobrir as relações de força em que o seu próprio poder está assentado'” (p.221). Sokal e Bricmont declararam que vêm sendo criticados por suas oposições à “obra teórica antifundacionalista [isto é, pós-modernista]” e – horror dos horrores – “por procurar construir um consenso fundado sobre as noções da realidade. Fomos retratados como marxistas socialmente conservadores tentando marginalizar as políticas feminista, homossexual, ...” (p.227 – grifo nosso) .
    Assim, no campo intelectual, estas teorias e suas práticas disformes, inconsistentes e inconsequentes vêm pervertendo não somente a ordem social como também os conceitos científicos, o que se reflete no ser humano que se encontra em estado de sofrimento, acrescentando-lhe mais dor, especialmente ao que deseja procurar apoio e não encontra o acolhimento desejado, bem como seus familiares. Este é o reflexo mais perverso desta “impostura intelectual” com finalidades políticas e econômicas.
    Além do sofrimento que já carrega advindo da sua própria condição homossexual egodistônica - caso em pauta: a OMS declara que, "se a pessoa se encontra em sofrimento psíquico, pode procurar tratamento para alterá-la"; Classificação dos Transtornos Mentais e Comportamentais da CID 10 (Porto Alegre, Artmed:1993): "a direção para a alteração é opção da pessoa que procura o apoio – ela pode tentar se ajustar à homossexualidade (o que o Conselho de Psicologia quer impor aos seus profissionais e as que procuram o profissional) ou decidir deixá-la, voluntariamente, se esta for a sua escolha ao procurar o apoio terapêutico". Portanto, o ser humano em estado de sofrimento está recebendo os respingos da briga teórica e da imposição das “imposturas intelectuais” à prática psicológica caso opte, por razões próprias, por deixar a homossexualidade.
    A postura do CFP e Regionais não seria, portanto, mais uma forma de violência social contra o ser humano a partir de uma violência intelectual ou violência teórica?
    Os reflexos da minha condenação no MOVIMENTO DE APOIO AO SER HUMANO E À FAMÍLIA:
* A minha condenação abrirá um precedente para que mais psicólogos sejam julgados e condenados por apoiar os que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo, reforçando a mordaça que o próprio Conselho Profissional nos impôs. Nós, Psicólogos, nos encontramos sem liberdade de pesquisa científica, pois a única linha de pesquisa aceita é a dos “pseudo intelectuais” pós-modernos, conformados com a “teoria queer”. Os profissionais que têm uma linha de pensamento diferente desta abandonarão, forçosamente, as suas pesquisas e produções teóricas e é o que já tem ocorrido.
* Além dos Psicólogos, esta mordaça também vem sendo colocada, ao longo dos anos, em líderes de instituições de apoio ao ser humano e à família que professam a fé cristã e que apóiam os que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade. Aliás, esta Resolução ‘queer’ foi adotada para perseguir os profissionais que participaram de um evento religioso em Viçosa, MG, visando o apoio aos que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo, declaração feita pela então presidente do CFP , Ana Bock, em 2000, à Revista VEJA (busquem na internet).
* Antes mesmo da Resolução ‘queer’ ser imposta aos profissionais de psicologia, o Movimento de Apoio já trabalhava em constante tensão, num verdadeiro clima de terror, obrigado a se comportar como se estivesse cometendo um crime. Não manifesta opinião acerca da homossexualidade, não diz o que faz ou onde funciona, pois a perseguição e pressão de grupos opostos são tão fortes que parece ser muito errado apoiar as pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade!
* Tanto os profissionais quanto os conselheiros desta área sofrem desgastes físicos, emocionais, financeiros, além de terem a sua imagem pessoal comprometida por se disporem a ajudar os que os procuram com tal demanda na sexualidade. Apoiadores já tiveram fezes atiradas em suas casas e têm sido constantemente ameaçados através de e-mails e cartas. Tudo isso tem refletido nos muitos ministérios de apoio existentes no Brasil. Muitos apoiadores querem proteger suas famílias e, se um for profissional da área de Psicologia, acabam por colocar em risco o seu sustento pessoal.
    O maior problema a enfrentar é o da violência por parte de alguns repórteres da mídia, defensores com este movimento desconstrutor social que inescrupulosamente atentam contra o seu próprio código de ética profissional, além de irem de encontro à própria lei da imprensa, como foi o caso do Repórter da Folha de São Paulo, Vinícius Galvão, que se disfarçou de paciente para me comprometer (cf. blog: http//rozangelajustino.blogspot.com). Espero que a Rede Globo, e outros veículos de comunicação que estão me entrevistando, também não contribuam para meu prejuízo pessoal, pois muitos comprometem outros, mas não se comprometem com os seus próprios atos. Por exemplo, depois de eu dar uma entrevista para o Fantástico do próximo dia 26, a repórter da Rede Globo, Luciana Osório, não quis assinar o termo de compromisso que apresentei como condição para continuarmos a entrevista (v. informações no site da ABRACEH e no meu blog).
    O que vemos na prática é a mídia (com exceções) trabalhando em conjunto com o movimento da desconstrução social “queer”, de forma a minar os alicerces do ser humano até destruí-lo, assim como aos profissionais que trabalham para apoiar o seu próximo e fortalecê-lo. Faz parte da política e da pedagogia “queer” perseguí-los usando todos os recursos da sua ditadura, até a inquisição.
    Por todas estas razões, caso eu seja condenada à censura pública, maior temor haverá entre os psicólogos e muito mais nas instituições de apoio existentes no Brasil, todos estarão sob um clima de tensão constantes, devido a esta ditadura, a quase um passo da inquisição gay!
   Qualquer punição que me venha a ser imposta será um ato de injustiça e violência não só contra a minha pessoa e contra o meu papel profissional, mas também contra o ser humano e à família, contra a sociedade brasileira. Por isso, faça a sua parte, participe do abaixo-assinado on line no site da ABRACEH: www.abraceh.org.br (final do menu, do lado esquerdo). Ou imprima o documento abaixo e passe em sua comunidade. Divulgue, veicule em sua instituição e entre amigos. Envie as páginas assinadas para a CAIXA POSTAL 106.075 – Niterói – RJ CEP 24.230-970".
   Se você entendeu todas as variáveis que estão envolvidas na questão de Rozangela e compreende como pode ser importante a sua participação a seu favor, manifeste-se. É nosso dever moral e cívico apoiarmos sua causa.
    Estarei orando e conclamo os internautas cristãos a apresentarem a vida da psicóloga Rozangela diante de Deus.
    Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Procura-se um amigo!

amizade - Recados Para Orkut


Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinícius de Moraes

sábado, 18 de julho de 2009

LÁGRIMAS

Então suas paredes concretas estão postas.            
E entre nós, ficou uma sombra fria de saudade.
Errei por tentar acertar. Desisti por tentar aceitar.
A ponte que nos ligava foi rompida
Pela enchente de ilusões e tempestades de incertezas.
Se fui pouco ou muito não sei.
Prefiro acreditar em suas palavras,
Mesmo sabendo das suas idéias confusas.
Amar-te que era prioridade, virou a distância da eternidade.
E o sentimento que me resta, é nada mais que decepção.
Foste fraco, pois quando se ama, não se engana.
Foste dissimulado, pois já almejava uma volta.
Lançastes no mar como cinzas, a felicidade que era real...
Perdestes o peito aberto do alento. Para ti, restou a calmaria do mar.
Para mim a busca de novos territórios.
Outra vez mudamos o caminho, e este parece longe.
Só não tão distantes da memória... somente estas não se apagam.
Seria melhor a certeza do erro, do que a dúvida de não ter tentado.

domingo, 12 de julho de 2009

A HISTÓRIA DE ERNANI

       Que esta mensagem sirva de exemplo para todos nós!!
      "Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de Engenharia. Foi lá que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro. Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas peças. Havia também o Ernani, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, à parte, Ernani costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço, sendo que, ao terminar a refeição, sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante.
       Devido a esse seu comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapéu. E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo. 
       Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal. Antes, nos prometeu que, se conseguisse sucesso, iria dar um pouco do resultado da pesca para cada um de nós. No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos que ele havia pescado alguns dourados enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa peça para aplicar no Ernani. Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós. Mas, a 'peça' programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, à parte.
- Vai ser muito engraçado quando o Ernani desembrulhar esse 'presente' e encontrar espinhas, peles e vísceras!, - disse-nos Mauro, que já estava se divertindo com aquilo.
       Mauro então distribuiu os pacotes no horário do almoço. Cada um de nós, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela porção de peixe, então dizia:
- Obrigado!
       Mas o maior pacote de todos, ele deixou por último.  Era para o Ernani. Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação. Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa. Mauro então levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer. Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto. Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo. Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa. 
       Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o levantou devagar, com um grande sorriso no rosto. Foi então que notamos que seus olhos estavam brilhando. Por alguns momentos, o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.
 - Eu sabia que você não ia se esquecer de mim - disse com a voz embargada. Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração .
      Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós.
- Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção. Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai melhorar. Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios. As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa. Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto... Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche. Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita. Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos ...
      Ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos.
- Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos ... e ele começou a abrir o pacote...
       Nós tínhamos estado prestando tanta atenção no Ernani, enquanto ele falava, que nem havíamos notado a reação do Mauro. Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani. Mas era tarde demais. Ernani já tinha aberto e pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de vísceras, levantando cada rabo de peixe. Era para ter sido tão engraçado, mas ninguém riu. Todos nós ficamos olhando para baixo. E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nós havíamos dito anteriormente:
- Obrigado!  
       Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque depois de muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernani. 
      Uma semana depois, a esposa de Ernani faleceu. Cada um de nós, daquele grupo, passou então a ajudar as cinco crianças. Graças ao grande espírito de luta que elas possuíam, todas progrediram muito: Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante médico. Fernanda, Paula e Luisa montaram o seu próprio e bem-sucedido negócio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados. O mais velho, Ernani Júnior, formou-se em Engenharia; sendo que, hoje, é o Diretor Geral da mesma empresa em que eu, Ernani e os nossos colegas trabalhávamos.
     Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, são de um tipo muito diferente: ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e as entretêm com jogos, estórias e outros divertimentos."
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     Às vezes, convivemos por muitos anos com uma pessoa, para só então percebermos que mal a conhecemos.  Nunca lhe demos a devida atenção; não demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos suas ansiedades ou seus problemas.  Que possamos manter sempre vivo, em nossas mentes, o ensinamento de Jesus Cristo:  Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros (João 13,34)-- "Tudo o que fizer, faça com o Coração"

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A SOMA DOS TALENTOS

Se a nota dissesse: "Não é uma nota que faz uma musica", ... não haveria sinfonia.
Se a palavra dissesse:"Não é uma palavra que pode fazer uma página", ... não haveria livro.
Se a pedra dissesse: "Não é uma pedra que pode montar uma parede", ... não haveria casa.
Se a gota dissesse: "Não é uma gota de água que pode fazer um rio", ... não haveria oceano.                                      
Se o grão de trigo dissesse: "Não é um grão de trigo que pode semear um campo", ... não haveria colheita.
Se o homem dissesse: "Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade, jamais haveria justiça e paz, dignidade e felicidade na terra dos homens.
Como a sinfonia precisa de cada nota,
Como o livro precisa de cada palavra,
Como a casa precisa de cada pedra,
Como o oceano precisa de cada gota de água,
Como a colheita precisa de cada grão de trigo, a humanidade inteira precisa de ti, onde estiveres,      único e, portanto, insubstituível. O que estas esperando para te comprometeres?
MICHEL QUOIST
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      Como uma sinfonia precisa de cada nota, assim cada um de nós precisamos uns dos outros.  Não somos uma ilha. Quem hoje está à margem da vida, precisando da minha, da sua, de nossa ajuda? Todos têm talentos e valores.  No entanto, uma grande maioria de pessoas não recebe estímulos para reconhecê-los e desenvolvê-los.

terça-feira, 7 de julho de 2009

SEJA VOCÊ!

 Se você não puder ser um pinheiro no topo da colina, seja um arbusto no vale, mas seja o melhor arbusto a margem do regato. Seja um ramo, se não puder ser árvore.
Se não puder ser um ramo, seja um pouco de relva e de alegria a algum caminho. Se não puder ser sândalo, seja então apenas uma violeta, mas seja uma violeta viva e real.
Não podemos ser todos capitães, temos que ser tripulação. Há alguma coisa para todos nos aqui: há grandes obras e outras menores, a realizar. E é a próxima, a tarefa que devemos empreender.
Se você não puder ser uma estrela, seja apenas uma senda. Se você não puder ser o Sol, seja apenas uma estrela!  Não é apenas pelo tamanho que  terá êxito ou  fracasso, mas seja o melhor do que quer que você seja!
Douglas Malloch
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

CONSTATAÇÕES



Não espere que a noite caia  
para ficar pensando em mim.
Não procure só na memória
pelos momentos passados,
pois os sentimentos vivos
andam por trilhas sem fim,
e seguem no encalço certeiro
dos corações conquistados.
  
Não deixe que o dia passe
e as coisas fiquem por dizer.
Não vá colorir pensamentos
só com as cores da ilusão.
O amor de verdade é urgente
e tem pressa de entender
dessa magia constante
que nos toma o coração.
   
Procure, então, pelas ruas,
pelas frestas das paredes.
Procure naquela música
que gostamos de cantar.
Busque em todos os cantos,
nas varandas e nas redes,
e até nas gavetas do armário
da nossa sala de estar.
  
E não espere que o tempo
finja que não percebe
que a vida se esconde dele,
tentando fazer durar
pra sempre as cores de sonhos
do amor que nos recebe.
E eu estarei sempre aqui...
ou onde você procurar.

terça-feira, 23 de junho de 2009

RESGATE

                                                    
Se os olhos secos de chorar por dentro
não veêm mais as cores do dia que passa,
então o tempo não se apressa mais.
Ele se arrasta,
marcando os dias, intensificando a dor.
 
E se as vozes cansadas de não dizer o bastante,
desistirem das palavras por serem tão duras,
então o mundo se fecha
e as cortinas escuras
isolam em solidão as almas sem calor.
 
Mas se o coração liberto do egoísmo dos outros
puder bastar em si todo o amor que ele tem,
então ele avança o abismo profundo
querendo juntar esses cacos do mundo,
e resgata, ao menos, o que tem valor.

domingo, 21 de junho de 2009

JEITO DE VIVER

Tente olhar o futuro sem deixar de aproveitar o presente.
Até para perder tempo é preciso sabedoria.
Deixe as dores sofridas, os dissabores da vida no pretérito.
As águas que movem os moinhos não voltam.

Valorize os momentos em que estiver acordado.
Em suma, todo o tempo.
Não perca o brilho no olhar, ainda que o céu esteja gris.
Amanhã ou depois, o sol brilhará.

É bom planejar o futuro, mas não prenda-se a isso.
Vez ou outra gastar sem culpa aumenta o bem estar.
Seja justo, ainda que contra tua vontade.
Tal comportamento dará credibilidade a ti e aos olhos alheios.

Não use o sorriso com falsidade, e nem o disfarce.
Faça dele o espelho de ti, o reflexo do seu caráter.
Faça o bem a quem quer que seja.
Respeitar é bom, mesmo quem não mereça.

Não se apegue a certeza, pois a única na vida é a morte.
Tão menos se penitencie por algo ter dado errado.
Errar é perfeitamente normal, e louvável quando se reconhece.
Portando, ame a vida, intensa e maravilhosamente.

sábado, 20 de junho de 2009

POR VOCÊ E POR MIM

Por ter me entregado demais, errei.
Por ter tentado entender-te, falhei.
Por apostar num amor verdadeiro, sofri.
Por expor meus sentimentos, chorei.
Por compreender os fatos, desisti.
Por sonhar acordado, dormi.
Por correr ao seu encontro, caí.
Por pensar em nós, refleti.
Por ouvir canções tristes, fiquei.
Por deixar seus beijos em mim, enfraqueci.
Por voar desmedidamente, arremeti.
Por ver-te nos versos meus, entendi.
Por viver-te intensamente, morri.
Por perceber-te distante de mim, fugi.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

20 ANOS CEGO

    
     Até onde vai seu amor? Quanto tempo vai durar seu amor? O verdadeiro e eterno amor independe da condição física e das aparências. O amor que vale à pena, apenas pensa em servir e não se negar ao amado. Espero que esta história real possa lhe fazer entender ainda mais, sobre o verdadeiro amor.
   "Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos que não tinham filhos, morava em uma casinha humilde de madeira, tinham uma vida muito tranqüila, alegre, e ambos se amavam muito. Eram felizes.
   Até que um dia... Aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo. O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas e imediatamente tenta ajudá-la. O fogo também atinge seus braços e, mesmo em chamas, consegue apagar o fogo. Quando chegaram os bombeiros já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída. Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave. Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada. Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto. Chegando no quarto de sua senhora, ela foi falando:
-Tudo bem com você meu amor?
-Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar, mas fique tranqüila amor que sua beleza está  gravada em meu coração para sempre.
     Então triste pelo esposo, a senhora pensou consigo mesma: "Como Deus é bom, vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe a  visão para que não presencie esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro. E Deus é tão maravilhoso que não deixou ele me ver assim, como um monstro. Obrigada Senhor!"
     Passado algum tempo e recuperados milagrosamente, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido e amado esposo, e o esposo agradecido por tanto amor, afeto e carinho, todos os dias dizia-lhe:
- Como eu te amo! Você é linda demais. Saiba que você é e será sempre, a mulher da minha vida!
        E assim viveram mais 20 anos até que a senhora veio a falecer.
       No dia de seu enterro, quando todos se despediam da bondosa senhora, veio aquele marido com os olhos em lágrimas, sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos. Chegou perto do caixão, beijou o rosto acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante:
-"Como você é linda meu amor, eu te amo muito".
     Ouvindo e vendo aquela cena um amigo que esta ao seu lado perguntou se o que tinha acontecido era milagre. Pois parecia que o velhinho parecia enxergar sua amada. O velhinho olhando nos olhos do amigo, apenas falou com as lágrimas rolando quente em sua face: 
-Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando vi minha amada esposa toda queimada e deformada, sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram 20 anos vivendo muito felizes e apaixonados! Foram os 20 anos mais felizes de minha vida!
     E emocionou a todos os que ali estavam presentes."
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      Na nossa vida temos de provar que amamos! Muitas vezes de uma forma difícil. E, para sermos felizes, temos de fechar os olhos para muitas coisas; mas, o importante é que se faça única e intensamente com AMOR!
O verdadeiro amor é aquele que se entrega, inteira e totalmente, onde se forma uma parceria, uma santa e bendita CUMPLICIDADE.
"O amor é paciente, o amor é bondoso.Não inveja, não se vangloria não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
(A Palavra de Deus - I Coríntios 13:4-7)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O Violonista mais assistido no You Tube


Andy McKee (nasceu em Topeka, Kansas, em 1979) é um violonista americano que com seu jeito raro de tocar e seu estilo de compor, com muito talento, ganhou grande destaque em 2007 com uma performance ao vivo de sua canção Dryffiting em vídeo no YouTube. O vídeo também foi destaque na primeira página do MySpace, em Julho de 2007. Muitas outras canções de Mckee tem experimentado um êxito semelhante no YouTube, como “Rylynn” e “Africa”.

McKee está atualmente em uma turnê mundial promovendo sua música, incluindo o seu mais recente álbum, Gates of Gnomeria, que foi liberado em 10 de setembro de 2007.Dotado de um estilo de tocar e compor raramente visto, ele se tornou o violinista mais assistido em toda a história do Youtube. Neste exato momento, mais de 10.000.000 pessoas já viram o vídeo. Houve um momento em que ele foi o clipe musical mais popular do Youtube.
A forma de tocar de Mckee é bem diferente dos violonistas mais convencionais. Ele se utiliza intensamente de dedilhados com ambas as mãos diretamente sobre o braço do violão, com uma habilidade que lembra mais os pianistas. Além disto, combina o toque nas cordas com percussão na caixa do instrumento.Fantástico!!! Veja o vídeo e comprove! Aprecie!


segunda-feira, 18 de maio de 2009

O tamanho das pessoas


“Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento…
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a Amizade, Carinho, Respeito, Zelo,
e até mesmo o Amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande…é a sua sensibilidade, sem tamanho…"
(William Shakespeare)


“Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não da minha altura.”
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Uma história de Amor

Era uma vez uma ilha, onde moravam os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, o Amor e outros.
Um dia avisaram para os moradores da ilha que ela seria inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. Ele então falou:
- Fujam todos! A ilha será inundada!
Todos correram e pegaram seus barquinhos para irem a um morro bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com sua ilha. Quando já estava quase se afogando, começou a gritar por ajuda. Estava passando a Riqueza e ele disse:
- Riqueza, leva-me com você!
Ela respondeu:

- Não posso! Meu barco está cheio de ouro e prata e você não vai caber!!!
Passou então a Vaidade, e ela respondeu:
- Não posso! Você vai sujar todo o meu barco!
Logo atrás vinha a Tristeza:
- Tristeza posso ir com você? Perguntou o Amor e ela disse:
- Ah, Amor!... Estou tão triste que prefiro ir sozinha!
Passou a Alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar por ela. Já desesperado, achando que iria ficar só, o Amor começou a chorar.
Então passou um barco onde estava um velhinho que falou:
- Sobe Amor, eu levo você !!
O Amor ficou tão radiante de felicidade que até esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando no alto do morro onde estavam os sentimentos, ele perguntou à Sabedoria:
- Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe até aqui? Ela respondeu:
- O Tempo!
- Mas por que só o Tempo me trouxe aqui?
- Porque só o Tempo é capaz de entender um grande Amor !!