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terça-feira, 5 de maio de 2009

QUANDO RIMOS, PARECEMOS COM DEUS!!

    Uma amiga, filha de um diácono, escreve:
   "Um assunto que me marcou muito num sermão que papai pregou quando eu era adolescente (o pastor estava de férias) foi sobre a ALEGRIA. Ele disse que esta é uma das palavras que mais aparecem na Bíblia, quer seja no Velho quanto no Novo Testamento. Nos dias atuais, com tanta pressão e tensão, muitas vezes é difícil nos lembrarmos desta palavra".
     De fato, a palavra vai saindo de nossa prática.
    O roteiro para a tristeza prescreve um conflito aqui, ouve uma ofensa ali, contabiliza uma perda além, estampa uma frustração mais adiante e tem assinalada uma oração sem resposta no meio de uma sucessão de torvelinhos.
     As gargalhadas de outrora dão lugar a discretos sorrisos, que acabam apagados de vez.
    Amanhecemos sob o manto da amargura e, ao longo do dia, vamos debulhando críticas contra tudo e contra todos, derrubando reputações, suprimindo afetos e aumentando o nível da água que nos cerca na ilha que nos tornamos.
    Vai–se a nossa confiança em Deus, esquecidos do que já nos fez, como se Ele fosse obrigado a cumprir para conosco as metas que lhe estabelecemos, como aquelas que nos pressionam no trabalho.
Precisamos voltar a sorrir!
     E não precisamos inverter a realidade, para negar a pressão e a tensão sobre nós.
     Precisamos, pela fé (sim, pela fé), voltar à Bíblia e ler cada uma das 200 vezes em que a palavra ALEGRIA (somadas as suas formas variantes) aparece nas Escrituras. Então (re)aprenderemos que Deus é o Presidente das nossas vidas. Por trás da pressão e da tensão, veremos Deus sorrindo para nós e nos convidando para entrar na roda com Ele, para fazermos como Ele, para nos parecermos com Ele.
Israel Belo de Azevedo

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Em alto mar!


“Os que descem ao mar em navios, os que fazem comércio nas grandes águas, esses vêem as obras do Senhor, e as suas maravilhas no abismo” (Salmos 107.23-24)

“É certo que os barcos estão mais seguros no porto, mas eles não foram feitos para isso”.
Como é tranqüilo estar no porto, olhar distante o oceano, admirar, em segurança, suas lindas e grandes ondas!
Levantar âncora e soltar as amarras é cortar as raízes, soltar-se do chão, deixar o passado e, no presente, partir em busca do futuro.
Deixar o porto é transformar sonhos em possibilidades. É tornar real o imaginário. É lutar pelo desejo, pelo ideal.
Descer ao mar exige coragem, vontade, espírito de luta. Enfrentar as ondas, mesmo com medo, é partir em busca de ideais, sonhos e desejos.
Estar em alto mar é estar em risco; é colocar-se ao sabor dos altos e baixos da vida com garra.
Sonhos não se realizam sem luta. Sonhos pequenos não tem significado, e grandes sonhos exigem uma batalha sem tréguas.
Preciso levantar minhas âncoras, soltar as amarras do medo, da insegurança. Meus sonhos são grandes, mas de tanto admira-los à distância vão perdendo sua dimensão.
Não é possível alcançar a vitória sem que se parta em busca dela.
Quando o barco parece que vai submergir, engolido pelas grandes ondas, nossa voz também se levanta e em prece chega aos céus. Aí vem a bonança.
O mar sereno tem um significado diferente e mais profundo para aqueles que estiveram nele durante a tempestade.
Quem não conhece o movimento de grandes ondas dificilmente poderá saber o valor da bonança.
Não faria sentido deixar o porto, esperando apenas uma brisa fresca durante o dia, lua cheia durante a noite e céu estrelado.
Há dias em que o vento não sopra, e quando isso acontece o dia é quente. Há dias em que densas nuvens cobrem a lua e as estrelas, e então é preciso uma boa bússola – Deus.


Olga Rocha dos Santos

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Pote rachado


Havia na Índia um carregador de água que transportava - em ambas as pontas de uma vara que levava atravessada no pescoço - dois potes grandes de barro.
Um dos potes tinha uma racha e o outro era perfeito.
O pote perfeito chegava sempre cheio ao final do longo caminho que ia do poço até à casa do patrão.
Mas o pote rachado chegava apenas com metade da água.
E assim, durante dois anos, o carregador entregou diariamente um pote e meio de água em casa do seu senhor.
O pote perfeito, é claro, estava orgulhoso do seu trabalho.
O pote rachado, porém, estava envergonhado da sua imperfeição. Sentia-se miserável por apenas ser capaz de realizar metade da tarefa a que estava destinado.
Depois de perceber que, ao longo de dois anos, não tinha passado de uma amarga desilusão, o pote disse um dia ao homem, à beira do poço:
- Estou envergonhado e quero pedir-te desculpa. Durante estes dois anos só entreguei metade da minha carga, porque a minha racha faz com que a água se vá derramando ao longo do caminho. Por causa do meu defeito, tu fazes o teu trabalho e não ganhas todo o salário que os teus esforços mereciam.
O homem ficou triste com a tristeza do velho pote, e disse-lhe com compaixão:
- Quando voltarmos para casa do meu senhor, quero que repares nas flores que se encontram à beira do caminho.
De facto, à medida que iam subindo a montanha, o pote rachado reparou em que havia muitas flores selvagens à beira do caminho e ficou mais animado.
Mas no final do percurso, tendo-se vazado mais uma vez metade da água, o pote sentiu-se mal de novo e voltou a pedir desculpa ao homem pela sua falha.
Então, o homem disse ao pote:
- Reparaste em que, ao longo do caminho, só havia flores de teu lado? Reparaste também em que, quando vínhamos do poço, todos os dias, tu ias regando essas flores? Ao longo de dois anos, eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Se tu não fosses assim como és, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

(Autor desconhecido)

Vida = Viagem de Trem!


“Um amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques. Alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.

Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.

Infelizmente, isso não é verdade, pois, em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível, mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.

Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão essa viagem somente tristezas, ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.

Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas. Porém, jamais, retornos.

Façamos essa viagem, então, da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.

O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.

Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades. Acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele será no mínimo dolorido, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos, com certeza, será muito triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram e o que vai me deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Façamos com que a nossa estada nesse trem seja tranqüila, que tenha valido à pena e que, quando chegar à hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.”

*Trem da vida - Silvana Duboc*

domingo, 5 de abril de 2009

SER FELIZ...

... Não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

... Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

... Não é apenas ter júbilo nos aplausos,mas encontrar alegria no anonimato.

... Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,incompreensões e momentos de crise.

... Ser feliz não é uma habilidade do destino,mas uma conquista de quem sabe viajar pra dentro de seu próprio ser!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"O que é belo não depende do que se vê. Nós somos os pintores que escolhemos as cores, pra iluminar nosso sorriso e colorir nossos amores.”
(I.Volpi)

terça-feira, 24 de março de 2009

A BORBOLETA

     "Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo.
      Um homem sentou-se e observou a borboleta por várias horas, enquanto ela se esforçava para fazer com que seu pequeno corpo passasse através daquela fenda.
  Num determinado momento pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso.  Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguiria fazer mais nada para sair do casulo.
    Então o homem decidiu ajudar a borboleta. Pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.  A borboleta saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho, pequeno e tinha as asas amassadas.
      O homem continuou a abservar a borboleta.  Esperava que a qualquer momento as asas se abrissem e se esticassem para serem capazes de voar, de suportar o corpo.
      Nada aconteceu!! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e as asas encolhidas.  Ela  nunca foi capaz de voar.
     O que o homem em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço da borboleta para passar através da pequena abertura eram o modo usado por Deus para que o fluido do corpo da borboleta fosse para suas asas, quando então ela estaria pronta para voar."
    Algumas vezes, o esforço é justamente aquilo de que precisamos em nossa vida para crescermos como gente, como indivíduos.  É nas dificuldades que nos tornamos fortes e é nossos pequenos ou grandes problemas que buscamos a sabedoria existente em nosso ser e que por vezes se acha adormecida.

domingo, 22 de março de 2009

Quando me amei de verdade...


“Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas vezes menos. Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco à serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é… Saber viver!”

(Charles Chaplin)

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

segunda-feira, 16 de março de 2009

L.I.V.R.O.

livro1.jpg
Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação
Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.
L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!
Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.
Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.
Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.
Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta “ERRO GERAL DE PROTEÇÃO”, nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.
O comando “browse” permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.
Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.
Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.
Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.
*Millôr Fernades *

quarta-feira, 11 de março de 2009

O Caráter e a Reputação

“Às circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.A verdade em que você acredita determina seu caráter.
A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é…
A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora…
A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira…
A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz…
A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.”
(Poema de William Davis)

domingo, 8 de março de 2009

Mudanças

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, anjo.jpg
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.”
Luís Vaz de Camões
(Mudam-se os Tempos, soneto escrito há mais de 400 anos)

sábado, 7 de março de 2009

MULHERES: QUEM SÃO ELAS?

Elas sorriem quando querem gritar. 
Cantam quando querem chorar. 
Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. 
Elas brigam por aquilo que acreditam e se levantam contra a injustiça. 
Não aceitam um "não" como resposta quando acreditam que há uma solução melhor. 
Elas andam sem sapatos novos para que suas crianças possam tê-los. 
Vão ao médico fazer companhia a uma amiga assustada... 
Amam incondicionalmente... 
Choram quando suas crianças adoecem e se alegram quando ganham prêmios. 
Seus corações se quebram quando um amigo ou familiar morre, mas são donas de uma força descomunal quando nem elas mesmas acreditam que ainda haja forças. 
Sabem que um abraço e um beijo podem curar um coração quebrado. 
Estão nas salas de aulas, dando as primeiras lições à infância... Nos hospitais, amparando enfermos e nos esportes arrancando aplausos. 
Multiplicam-se em orfanatos, sanatórios, albergues, socorrendo e amparando com suas mãos operosas... 
Podem ser encontradas também na lavoura, arando a terra, distribuindo sementes e fazendo a colheita... 
Se a enfermidade as visita, ainda assim, não se revoltam nem se desesperam. Suportam as dores com resignação e coragem. 
Quando abandonadas, lutam sozinhas, sofrem caladas e dão a volta por cima. 
Machucadas, escondem as feridas, disfarçam a dor e seguem em frente. 
Elas estão em todos os lugares do mundo... 
São de todos os tamanhos, todas as cores e formas... 
E você, já descobriu quem são elas? 
Sim, elas são as mulheres... 
Elas irão dirigir, voar, andar, correr ou lhe mandar um e-mail, para mostrar o quanto se importam com você. 
Uma mulher faz mais do que dar a vida. Ela traz alegria e esperança e seu coração faz o mundo girar... 
As mulheres são adeptas da compaixão e sabem cultivar ideais...
FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Você gosta de barulho?


   Os pentecostais são conhecidos como o povo do barulho e criticados pelos anti-pentecostais por isso. Eu não sou contra orar em voz alta, coletivamente, pois isso tem apoio bíblico, nos Salmos e Novo Testamento. No entanto, gritos exagerados, na oração, devem ser evitados, para que se mantenha a boa ordem do culto (1 Co 14.40) e não se incomode os vizinhos, como vemos na foto ao lado...
   Mas não é sobre oração em voz alta que quero falar, e sim sobre certos estilos musicais, como o rock, que exigem um elevado volume de som, os quais vêm sendo adotados por líderes de "louvor" que desconhem os perigos da "música pesada".   O nosso ouvido não suporta altos níveis de ruído. Como a intensidade de som — medida em decibéis — aumenta de forma logarítmica, e não aritmética, um simples aumento de três decibéis implica dobrar a intensidade do som. Como comparativo, um aspirador de pó chega a produzir oitenta decibéis; já uma turbina de avião, 120.
   Já se constatou, por meio de estudos científicos, que o ouvido humano pode suportar, sem prejuízo auditivo, as seguintes taxas: a 111 decibéis, quase quatro minutos; a 120, cerca de 28 segundos; a 129, quase quatro segundos; e a 138 decibéis, o ouvido suportaria menos da metade de um segundo!
Não é por acaso que há várias pessoas com deficiência auditiva.   Em algumas cidades brasileiras, as reclamações a respeito do barulho nas igrejas são tantas, que levaram as prefeituras a obrigar as instituições e espaços destinados a cultos religiosos a ter dispositivos de proteção acústica (bloqueadores de ruídos), prometendo multar, cassar licença, retirar equipamentos sonoros ou até fechar os estabelecimentos em que o barulho ultrapassasse os limites para cada zona e horário. Devemos encarar isso como uma perseguição aos evangélicos?   Em Colossenses 3.16, está escrito: “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração”.- Salmos — eram os mesmos contidos no Antigo Testamento, transformados em hinos de adoração.
 - Hinos — eram as composições de louvor a Deus e ao Senhor Jesus Cristo cujas letras não tinham sido extraídas do livro de Salmos.
- Cânticos espirituais — englobavam uma gama maior de composições líricas, inclusive os outros dois tipos mencionados.
    Considerando que cântico é o encontro entre a voz, a música e a letra, quando esses três elementos são consagrados a Deus e aceitos por Ele, temos um cântico espiritual. Para termos a certeza de que o Senhor se agrada de um cântico (voz, música e letra), devemos submetê-lo ao crivo de Filipenses 4.8. É verdadeiro? É honesto? É justo? É puro? É amável? É de boa fama? Há nele alguma virtude e algum louvor? Tudo o que fazemos deve ser para a glória de Deus (1 Co 10.31).    É boa a fama do rock? Desde a sua origem, esse estilo está relacionado com imoralidade, drogas, ocultismo e violência. Basta lembrarmo-nos do slogan “Sexo, drogas e rock and roll”. E o que dizer de estilos como funk, reggae, axé, hip-hop, samba e forró? Procure conhecer um pouco da história desses estilos antes de pensar que sou extremista.

    Existem três maneiras de se ouvir música:- Com o corpo — quem ouve com o corpo se deixa dominar pelo “embalo” da música.
- Com a emoção — quem ouve emotivamente permite que a música comande os seus sentimentos e emoções.- Com o intelecto — essa é a forma correta de se ouvir, sabendo discernir a música. E isso só é possível quando não se prioriza o ritmo. O culto a Deus deve ser espiritual e, ao mesmo tempo, racional (Jo 4.24; Rm 12.1; 1 Co 14.15).
   Muitos crentes cantam e tocam sem louvar ao Senhor, como acontecia nos dias do profeta Isaías (29.13). As palavras de louvor devem nascer em um coração preparado (Sl 57.7), mas somente as letras cristãs ou bíblicas não são suficientes para tornar um cântico apropriado para o louvor. Lembre-se de que o cântico só é espiritual quando todos os seus elementos (voz, letra e música) o são.
   A música é formada por três elementos:- Melodia — sucessão ascendente e descendente de sons a intervalos e alturas variáveis, formando um fraseado; é adornada pela harmonia e acentuada pelo ritmo, embora possa ser compreendida isoladamente.- Harmonia — combinação de sons simultâneos, emitidos no mesmo instante, tendo como base a tonalidade; e como princípio gerador a estrutura do acorde.
- Ritmo — sucessão regular de tempos fortes e fracos cuja função é estruturar uma obra musical.
   Esses três elementos, intrínsecos na música, se relacionam com o homem, que também é tripartido: espírito, alma e corpo. Nesse caso, o elemento mais importante da música, a melodia, relaciona-se com a parte mais profunda do ser humano, o seu espírito. E assim por diante.
   Assim, o estilo musical apropriado para o cântico de adoração é o que tem como essência a melodia, pois é ela que se relaciona com o espírito (Jo 4.23,24). Há estilos carregados de agressividade e barulho, que apenas balançam o corpo, e não o coração, porque são rítmicos ao extremo; isto é, priorizam o ritmo, e não a melodia.                                   Melodia — relaciona-se com o espírito
                                   Harmonia — relaciona-se com a alma
                                   Ritmo — relaciona-se com o corpo

   Infelizmente, é uma tendência do ser humano inverter as prioridades. De acordo com 1 Tessalonicenses 5.23, Deus nos santifica a partir do espírito. Mas muitos ignoram isso e, como se o versículo dissesse: “corpo, alma e espírito”, priorizam o corpo. Meditemos no que Paulo, inspirado pelo Espírito, disse aos gálatas: “Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gl 3.3).
Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Iceberg!

iceberg.jpg











Esta foto foi enviada por um mergulhador ao Rig Manager for Global Marine Drilling in St.Johns, Newfoundland, England. Só foi possível a obtenção desta preciosidade fotográfica porque o mar estava absolutamente calmo, não havia partículas em suspensão na água e o sol incidia diretamente sobre o Iceberg. Embora visto da superfície parecesse de tamanho normal, técnicos avaliaramque deveria ter cerca de 500 metros abaixo da linha d’água, pesando cerca
de 300.000.000 toneladas. Simplesmente fantástico!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A vida é uma grande poesia!

“Que bom despertar de manhã
Dar de cara com a vida
Sem pensar se o tempo atrasou
Ou se está de partida
Ser apenas parte de tudo
No compasso do mundo
Ter o coração sempre atento
Compreender…
Que a vida também
Quer brincar de viver !!
Lírios, rouxinóis e as maçãs
Nos abraços do dia
E a felicidade de ser
Uma eterna alegria…”
Paulinho Tapajós e Mu Carvalho

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Portal da Educação!


Pessoal, estava dando uma navegada básica pela internet, e encontrei um site muito interessante e que não pode deixar de ser visitado!!! Ainda mais para quem gosta de estar sempre atualizado!!!
Nesta site é possível encontrar diversos cursos à distância sobre algumas áreas do conhecimento. Portanto, não deixem de dar uma olhadinha, ok???
É só clicar em “Cursos à Distância” e aproveitar as oportunidades!!!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

As Crianças aprendem o que vivenciam!



Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a ordenar.

Se convivem com hostilidade, aprendem a brigar.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser medrosas.
Se as crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.
Se vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.
Se convivem com a inveja, aprendem a invejar.
Se vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.
Se vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.
Se as crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.
Se vivenciam a aceitação, aprendem a amar.
Se vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.
Se vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.
Se as crianças vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.
Se convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade.
Se convivem com a equidade, aprendem o que é justiça.
Se convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si mesmas e naqueles que a cercam.
Se as crianças convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que o mundo é um bom lugar para se viver.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Professor X Data-Show


Não tenho nenhuma dúvida que a educação superior pode (e deve) se beneficiar da tecnologia para o aprimoramento da relação ensino-aprendizagem. As ferramentas educacionais de auxílio ao docente se aperfeiçoam a cada dia; não temos como ficar atônitos. Há uma verdadeira revolução tecnológica a cada segundo, mas não podemos esquecer que o profissional docente deve estar preparado para esse desafio. Prof. Inácio Feitosa Melo.
Considero também que a internet é o marco tecnológico da globalização no mundo. Junte-se a isso o surgimento no Brasil do neoliberalismo na década de 1990 que, subtraindo a visão mercadológica, busca a aproximação do Estado-Mercado, descentralizando os serviços não-exclusivos do Estado para a iniciativa privada.
A tecnologia inova a cada dia. Primeiro tivemos os "pageres", mas conhecidos como BIP's, onde o proprietário desse aparelho recebia mensagens de texto retornando ao emissário; em seguida, no Brasil tivemos a internet, que representa a possibilidade de conexão imediata com o mundo da informação; depois vieram os celulares - tipo "tijolo"; hoje se fala do GPS (Global Position System), localizador via satélite; dos computadores portáteis; das USB (Universal Serial Bus) que permitem a utilização dos "pen drives" (canetas 'drives'); canetas a 'laser'; data-show; conferências virtuais; etc. Um mundo de praticidade ao nosso alcance.
Sobre o uso de data-show gostaria de tecer algumas observações que anotei no meu velho "borrão" de recados, com uma típica caneta de tampa azul, da marca "Bic", que não troco por nenhuma "Mont Blanc" vendida nas melhores magazines do mercado. Talvez minha resistência a esse padrão de tinteiro seja devida a minha outra característica peculiar de perder canetas, ou tê-las levadas pelos amigos constantemente. Tanto que na minha mesa a caneta fica amarrada a um barbante. Assim, consigo manter querida caneta azul perto de mim.
Voltando ao data-show, queria registrar que esse equipamento é fantástico. Ele dá qualidade à aula quando projeta no telão a síntese dos pontos do conteúdo a ser ministrado; quando projeta filmes; exibe a internet; usa figuras, sons, imagens etc. É um grande instrumento a serviço das práticas pedagógicas, sem dúvida.
A utilização desse equipamento na educação merece questionamentos, pois ao mesmo tempo em que representa modernidade, pode causar o grande transtorno na relação aluno x professor. Enumero a seguir o que nunca deve ser feito no uso desse equipamento:




1. O data-show não substitui o docente;
2. Ele deve ser utilizado como um instrumento auxiliar de interação entre o professor e o aluno na sala de aula;
3. As aulas somente com data-show cansam os alunos, diminuindo o rendimento do conteúdo ministrado;
4. O data-show não deve ser utilizado como um projetor de textos. Para isso temos os retroprojetores tradicionais, a um custo bem menor;
5. É um crime acadêmico utilizar o data-show para exibir textos pesados, e o pior são os casos em que o professor ainda fica sentado ao lado da máquina lendo o que está escrito;
6. Deixar a máquina ligada por mais de duas horas seguidas; ou ficar ligando e desligando o equipamento. Esse material é sensível e sua lâmpada tem um custo muito alto.

As situações acima são um pequeno alerta do que deve ser evitado no dia-a-dia da sala de aula. Conheço professores que usam o equipamento e não ministram mais a aula se ele não estiver presente ao seu lado. Certa vez uma professora pediu demissão, pois informou que não teria condições de ministrar o conteúdo sem a máquina... Isso é um absurdo!
O mau uso desse equipamento em sala de aula tem causado um enorme prejuízo didático aos alunos. O professor não é um transmissor de informações, um "repassador" de conteúdos, ou algo semelhante. A relação professor x aluno tem que ser humanizada. Não defendo aqui o fim do uso da tecnologia. Não é isso. Os que me conhecem sabem que não largo meu "pen drive" de jeito nenhum.
Estamos vendo surgir a cada dia um novo tipo de docente, o que chamo de "Professor data-show". Para mim, esse perfil de profissional que enumerei, está com os dias contados nas instituições de ensino. Educar é uma arte, do contrário contrataríamos robôs, ou melhor "data-shows". Vejam que as vantagens em contratar esse equipamento seriam muitas: não teríamos salários, décimo terceiro, FGTS, aviso prévio, etc.
Sugeri a um amigo que, ao realizar o processo seletivo para contratação de professores universitários, adotasse o seguinte critério: definisse o ponto com o candidato; formasse a banca de avaliação; liberasse o uso do data-show; e na metade da exposição desligasse o equipamento; em seguida, deveria sugerir que o candidato simulasse uma quebra do data-show durante uma aula.
O resultado final foi catastrófico. Somente 1 a cada 5 avaliados conseguiu terminar sua apresentação.
É preciso que fique claro que a responsabilidade do docente em sala de aula é enorme. Mais uma vez registro que ensinar é uma arte, é para poucos. Quem não tiver competência para tal mister deve escolher outra profissão, ou ir pescar com os filhos. No mundo globalizado em que vivemos não existe espaço para amadores. Os alunos sabem o que precisam e onde encontrar caso sua instituição e seus professores não estejam conscientes do seu papel: na concorrência.

Sobre INÁCIO FEITOSA NETO:
Formação:
Advogado, Especialista em Cooperativismo pela UFRPE, Especilista em Direito do Trabalho e em Didática do Ensino superior e Mestrando em Educação pela UFPE.

Histórico:
O autor tem se dedicado a estudar a educação superior no Brasil, principalmente em relação ao ensino jurídico. É assessor jurídico do Siespe (Sindicato das Instituições Particulares de Ensino Superior de Pernambuco) e Superintendente acadêmico da Faculdade Maurício de Nassau em Recife. e-mail: academico@mauricionassau.com.br telefone p/ contato:81-34134611

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

   Há quase 20 anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”. 
   É impressionante como o pregador, nos últimos anos, se transformou em um produto. Há alguns meses, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão sugeriu, eu não serviria para pregar em uma vigília!
   Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.
   Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.
   Conheçamos alguns tipos de pregador e seus públicos-alvo: 
Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como o famoso humorista do gênero stand-up comedy Chris Rock (que aparece na imagem acima). De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário. 
Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.
Pregador
“de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é bom... quase nada!
Pregador
“de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.
Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.
Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.
Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.
Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.
Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.
Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). Sua pregação tem bastante conteúdo, mas é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.
Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7). Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...
   Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?
Ciro Sanches Zibordi
Fonte:  http://cirozibordi.blogspot.com